Diário de bordo Amazônia

Dia 01

O desenvolvimento da Coleção Amazônia foi um momento bastante especial para o time da Cachorreiros. Por isso, queríamos compartilhar com vocês cada detalhe dessa viagem.

A ideia de desenvolver uma coleção para falar sobre a Amazônia surgiu em 2020, um ano marcado pelo desmatamento e pelas queimadas. Um ano em que a floresta amazônica perdeu mais de 8 mil Km2 de área verde.

 

Parece que o universo acolheu nossa motivação e tudo o que aconteceu após termos tido o insight de criação foi simplesmente inexplicável. Uma sucessão de coincidências e pessoas que foram aparecendo no nosso caminho, que não podia ser obra do acaso. Não sei se acreditam em energias, mas parece que as boas energias estavam do nosso lado. 

Uma sucessão de coincidências e pessoas

Uma dessas coincidências foi a descoberta do fotógrafo, que assinou a direção fotográfica e de vídeo da coleção. Estávamos buscando um fotógrafo em Belém PA, quando nos deparamos com um trabalho diferenciado, com uma pegada mais poética, mais sensível, exatamente o que estávamos buscando.

 

Guardamos o contato e seguimos com o desenvolvimento dos produtos.

Quando finalmente chegou a hora de convidá-lo para fazer as fotos, descobrimos que ele tinha se mudado para São Paulo havia 3 meses. Tínhamos certeza de ele não toparia voltar e passar uma semana em Belém fotografando, tão pouco tempo após a mudança.

 

Como a esperança é a última que morre, resolvemos tentar. Aí começou a primeira coincidência. Ele estava com viagem marcada para Belém, para passar quase o mês inteiro, exatamente no período em que precisávamos fazer as fotos e vídeos!

 

E, nessa mesma vibe de boas coincidências, sucederam os 10 dias de viagem. 

Parte do carinho por essa nova coleção vem do tanto de pessoas maravilhosas envolvidas, cada um entregando o melhor de si. 

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Sou a Mari,

diretora criativa e co-fundadora da Cachorreiros. A partir daqui, embarcamos na nossa viagem, por mais 4.000 Km até Belém - PA

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Ver-o-Peso

O primeiro final de semana em Belém foi para entrar no clima. Comecei o sábado visitando o Mercado Ver-o-Peso, um mercado público inaugurado em 1625, considerado a maior feira ao ar livre da América Latina.

Iniciei a visita pela feira de artesanato. Fiquei encantada com a riqueza de elementos regionais utilizados para fazer obras lindíssimas. Tudo vira arte, sementes, raízes, barro, madeira. 

Para quem, como nós, vive em grandes cidades, sabe que as feiras ao ar livre acabaram perdendo um pouco da sua personalidade, comercializando uma grande quantidade de produtos genéricos, muitas vezes produzidos às custas de mão de obra super explorada.

No Ver-o-Peso ocorre exatamente o contrário.

 

Passear pelos corredores da feira de artesanato é um mergulho na cultura local, uma infinidade de peças feitas à mão, utilizando técnicas tradicionais passadas de geração em geração.

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Aroma

das ervas, do tucupi, das pimentas e das frutas...

Saindo da área do artesanato, visitei a parte destinada aos produtores de frutas, hortaliças, polpas, castanhas e tudo relacionado à culinária local.

Nessa área, o que fica marcado é o cheiro. A culinária amazônica é muito aromática. 

Logo na entrada, já se sente o aroma das ervas, do tucupi, das pimentas e das frutas, que são incrivelmente cheirosas.

 

A última parte que visitei foi a feira do peixe. Essa área reflete o modo de vida dos ribeirinhos, que vão com a família em suas pequenas embarcações vender peixe fresco na feira.

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Cotijuba - PA

O domingo reservamos para visitar a Ilha de Cotijuba.

Um pequeno paraíso com pouco mais de mil habitantes. Lá o transporte é feito por motocicletas, por um bondinho puxado por trator (como se fosse um ônibus), ou pela peculiar motorrete. 

É claro que não perdi a chance de dar uma volta de motorrete pela ilha, rsrs

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O retorno da ilha de Cotijuba foi bastante tenso.

Enfrentamos uma típica chuvarada amazônica em pleno rio, em uma embarcação super pequena que balançava muito.

Foi um alívio pisar novamente em terra firme.

De volta a Belém, fui para o hotel descansar e me preparar para a partida para a Ilha do Marajó, no dia seguinte.
 

O Marajó foi, sem dúvida, a parte mais intensa e inesquecível da viagem, mas isso é conversa para o Diário de viagem Parte 2. 

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